Apesar dos efeitos da crise econômica que atenuaram temporariamente os problemas de escassez de mão de obra, as empresas se vêem novamente com este problema, é o que conclui um estudo da Federação de Câmaras de Comércio do Québec (FCCQ).

Emploi Québec
As dificuldades de recrutamento e de retenção da mão de obra se agravaram.
…O Québec registrou uma progressão de 125 300 empregos entre setembro de 2009 e setembro 2010, A taxa de desemprego era de 7,7% em setembro do ano passado. Nós recuperamos os empregos perdidos durante a crise financeira e a disponibilidade de mão de obra qualificada volta a ser um problema de primeira ordem às empresas…
explica Françoise Bertrand, presidente e diretora geral da Federação de Câmaras de Comércio do Québec.
Para chegar a esta conclusão, a FCCQ conversou com 950 pessoas do mundo dos negócios, entre novembro de 2008 e junho de 2010.
A FCCQ analisou a maneira em que as empresas do Québec se adaptam à escassez de mão de obra e como elas se preparam. Ela também observou o impacto das mudanças feitas pelo governo para satisfazer a demanda de empresários e trabalhadores.
Pontos em destaque:
- A demanda intensiva de melhores empregados custa às empresas, por ano, centenas de milhões de dólares.
- Os empresários devem fazer importantes concessões sobre a qualificação e experiência das pessoas que eles recrutam. As empresas compensam com formação interna.
- Apesar do contexto de escassez, as empresas, em geral, não aumentaram o investimento em treinamento de seus empregados.
- Apesar dos esforços do governo, existe ainda uma deficiência em relação à uma formação adaptada às necessidades do mercado de trabalho e a imigração.
A porcentagem de empresas com escassez de mão de obra é de 51% para os atacadistas e distribuidores, 67% para empresas do ramo de serviços e 75% para indústrias. O problema afeta 58% das empresas na área da região metropolitana de Montréal e 77% das empresas situadas fora da métropole.
Uma possível solução, de acordo com o estudo, reside nos próprios empregadores.
…As empresas e os sindicatos devem ser mais flexíveis na organização do trabalho e investir na retenção de seus funcionários. Eles também devem procurar o apoio de instituições de ensino e investir em formação. Nas áreas urbanas, eles devem se interessar mais no trabalho de imigrantes e de trabalhadores temporários…
diz Françoise Bertrand.
Além disso, a Federação constata que a rede de centros de formação profissional e os cegeps devem contribuir mais no sentido de oferecer formação in loco.
Quanto à imigração, a Federação considera que as regiões pondem contar com os imigrantes, mas apenas à título de trabalhadores temporários.
O desafio reside na melhoria do processo de seleção de imigrantes. De acordo com o Auditor Geral do Québec, apenas 9% dos imigrantes selecionados pela província satisfazem o critério de formação em demanda do mercado de trabalho.
Nota: Este post é uma livre tradução de uma matéria publicada no site da Radio-Canada, que você pode conferir clicando em: http://www.radio-canada.ca/nouvelles/Economie/2010/11/04/007-penurie-emploi.shtml